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Operação Big Hero

Na semana passada foi ver Operação Big Hero, a nova animação da Disney que foi esquecida pela mídia, mas lembrada pela internet.


O filme se passa na cidade de São Fransokyo, em um futuro recente no qual robôs e inteligência artificiais estão bem mais desenvolvidos. Nessa cidade vive o jovem prodígio Hiro Hamada, que desperdiça sua genialidade ganhando dinheiro ilegalmente lutas de robôs. Seu irmão mais velho, Tadashi preocupado com o futuro do caçula, o convence a ir na universidade que trabalha, Hiro se encanta pelo desenvolvimento tecnológico promovido pela instituição e decide que fará de tudo para ingressar nessa faculdade. Com ajuda de Tadashi e seus amigos, Hiro cria um projeto revolucionário para impressionar o professor Callahan, mas no dia da apresentação algo acontece que muda sua vida para sempre.

Para quem não sabe, esse é mais um filme Disney-Marvel, baseada em uma hq homônima, mas segundo minha breve pesquisa, não é uma das adaptações mais fiéis, pelo fato de ser um filme infantil.




Eu fui ver esse filme totalmente crua, nem mesmo assisti o trailer e esse filme impressionou de todas as maneiras. Ele consegue equilibrar todos os elementos da formula Dinsey: aventura, humor, drama e fofura, por isso conseguiu aquecer meu gelado coração, mas que infelizmente teve um vilão que tira alguns pontos do filme.

Operação Big Hero é o perfeito exemplo de filme para família toda, com algumas tiradas que apenas os crescidinhos vão entender junto daquela comédia mais pastelão arranca risadas de todos. Sua trama contém elementos mais maduros que as crianças dificilmente entenderão, mas que não atrapalha em nada o divertimento delas. Um ótimo equilíbrio foi criado que consegue te levar do riso ao choro com uma fluidez impecável.




O filme foca muito em Hiro e na relação que ele tem com seu irmão e com o robô Baymax (um dos personagens mais fofos já criados), porém deixando em segundo plano o desenvolvimento da amizade entre o garoto e seus novos amigos Gogo, Fred, Wasabi e Honey Lemon. Mas no pouco tempo de tela que eles têm, já nos é introduzido a personalidade de cada um que pode ser mais explorada em uma sequência.

Outro ponto forte  é a animação belíssima, com destaque ao primeiro voo de Hiro no Baymax, uma sequência que lembra um pouco o primeiro voo do Banguela com o Soluço (Como treinar seu dragão). Os dois descobrindo como entrar em harmonia um com o outro, para voarem por toda São Fransokyo é de tirar o fôlego.


A única coisa que me incomoda nesse filme é o vilão, o roteiro tenta nos surpreender ao desviar a atenção, mas é bem óbvio para a maioria da audiência que foi o responsável pelos acontecimentos. Eu assisti esse filme duas vezes, na primeira eu sai pensando "Esse filme maravilhoso, mas tem alguma coisa me incomodando", na segunda vez eu consegui entender, era tudo culpa do vilão. A motivação do antagonista não justifica as cenas de perseguição e de batalhas, por mais legais que elas possam ser. 

Operação Big Hiro é um filme lindo, em todas as maneiras. Se tiver a oportunidade de ver no cinema, vá, só tenha a paciência com a criança que sentar no seu lado.



















Não se esqueça de ficar para a cena pós-crédito. 






Ponyo - Uma sereia japonesa

Uma tarde tediosa eu e minha eterna companheira de filmes - também conhecida como minha mãe - assistimos a Ponyo uma das animações mais fofas já feitas e minha entrada para animações japonesas.


Ponyo é uma espécie de peixe/seria que vive no fundo no mar, ela tem interesse em conhecer o mundo o nosso mundo, em uma viagem a superfície encontra Sosuke, um garoto de cinco anos que salva sua vida.
Os dois se entende facilmente, ficando amigos o que leva Ponyo querer ser humana. Porém essa transformação traz consequências catastróficas, enquanto Fojimoto, pai de Ponyo tenta traze-la de volta para restabelecer o equilíbrio, Ponyo e Sosuke vão em busca da mãe dele, tendo que enfrentar o alagamento da cidade.

Coraline

Muitos devem conhecer a história de Coraline pela animação dirigida por Henry Selick (Estranho Mundo de Jack) cheia de toques sóbrios que faz parecer um dos filmes do Tim Burton, mas o filme foi baseado em um livro escrito por Neil Gaiman (Sandman e Stardust)
"Coraline" é um livro infantil, mas não por isso tem que ser posto de lado crescidos, quando um livro é impossível não se conectar com os personagens, vide animações da Pixar.


Ao se mudar para uma casa no interior, Coraline aproveita para explorar sua nova casa e o terreno em volta, ela está de férias escolares então tem tempo de sobra para visitar as senhoras que moram ao lado ou o velho louco que diz que tem um circo de ratos. Porém, em uma tarde chuvosa ela é obrigada a ficar em casa e começa a explora-la. A menina acha uma estranha porta de madeira que  mas tarde descobre que  é um portal para outro mundo, muito mais perigoso do que pensava.
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